“A combinação de diferentes tecnologias de mídia nas atividades culturais e na indústria do entretenimento se tornou prática vigente. Dificilmente são vistas produções que não utilizam diferentes suportes audiovisuais e interativos com o objetivo de proporcionar experiências ao público. Desta forma, a opção pelo uso da tecnologia é sedutora, convida e provoca artistas e produtores a criar projetos que ampliem os limites de sua utilização.”

Hoje, ver não basta. Também, pudera. Detentor de cinco sentidos, o ser humano não se contentaria apenas com um. É preciso ver, tocar, sentir, ouvir, compartilhar opiniões. Interagir e imergir.

Para nós, trabalhar não basta. Queremos difundir arte. É assim no Estúdio Laborg: como artesãos, criamos, matutamos, maturamos e transformamos ideias — até que se tornem realidade. É o que nos motiva. Se não é nossa única razão de existir, é porque desconfiamos de que existem inúmeras — de certo, só podemos afirmar que arte, para nós, definitivamente é uma delas.

Portanto, e porque é preciso enxergar, tocar, sentir, escutar o outro, transmitir conhecimento, essa expressão unicamente humana alcunhada arte permeia todos os nossos projetos. Dimensionamos, esquematizamos, trocamos, desenhamos, juntamos os fios, executamos. Para nós, ainda não basta. Por isso, vamos atrás, pesquisamos, produzimos conteúdo, estudamos tendências, assuntos e ideias. Extrapolamos as possibilidades técnicas e os horizontes de conhecimento e, no nosso caldeirão, esses ingredientes se tornam inesgotáveis experiências sensoriais.

Por incrível que pareça, ainda sobra tempo para responder a pergunta: “Mas é arte ou mídia?”. Conscientes de que o ser humano jamais vai cansar de se surpreender e de que arte, assim como ideias, é um mar de possibilidades, temos a resposta na ponta da língua: o Laborg é um estúdio de artemídia. Para nós, o importante é somar, unir, expressar, ir sempre além — não nos interessa somente prestar um serviço. Criamos e proporcionamos experiências.

ESTÚDIO LABORG

A história do Estúdio Laborg começa em 2005, com a reunião de seis amigos no Coletivo Laborg – abreviação para Laboratório Orgânico – e se cruza com a própria evolução dos equipamentos digitais.

A proposta inicial do grupo era se desvencilhar de imagens comerciais e produzir suas próprias imagens de forma analógica, daí a explicação para o nome do coletivo. Assim, o grupo opta pela abstração e está no comando das mensagens transmitidas. Com os objetivos bem definidos, o Coletivo Laborg passa a executar verdadeiros experimentos com tintas, aquários e reagente químicos, registrados com lente macro e processados em softwares dirigidos a VJs. O resultado são obras de forte impacto sensorial, muitas vezes, criadas ao vivo, com o público presente assistindo à performance.

A responsabilidade com as imagens produzidas, a criatividade do grupo e a expectativa de público e organizadores logo rendem ao Coletivo Laborg participações em festivais e exposições e reconhecimento em premiações. Internamente, o grupo começa a enxergar a possibilidade de expandir o trabalho que vem realizando a outros projetos e dá início ao plano de se estabelecer no mercado como um estúdio de artemídia. Assim, após cinco anos de intensa e profunda dedicação à pesquisa de novas linguagens audiovisuais e detectando um nicho sem atendimento no mercado do audiviosual, o Coletivo Laborg se transforma em Estúdio Laborg.

Hoje, o Estúdio Laborg está estruturado para a execução e consultoria de projetos que utilizam o audiovisual como principal ferramenta de transmissão de informações. De olho na evolução do próprio interesse do público, que cada vez mais tem o tempo de atenção reduzido e não se contenta apenas em observar passivamente as obras, o Laborg cria, produz e coordena projetos de artemídia que proporcionam experiências sensoriais envolventes e, simultaneamente, educativas.

QUEM SOMOS

Estúdio Laborg | Alexandre Golçalves

Alexandre Gonçalves

Direção de Conteúdo

Inquieto e curioso, Alê cursou física na USP e jornalismo na Universidade São Marcos, antes de se graduar em cinema pela FAAP, em 2001. Na graduação iniciou suas pesquisas em programação e novos meios para divulgação científica, buscando formatos inovadores para a realização de documentários educativos. Executou o primeiro trabalho de produção de instalações artísticas, em 2001, participando do desenvolvimento de uma obra-instalação de José Wagner Garcia.

Mantendo-se em contato com expoentes de diferentes vertentes da net art, Alê traduziu e adaptou para o português trabalhos da dupla de artistas Young Hae Chang Heavy Industries. Na produtora LudoFilmes, da qual foi sócio, realizou mais de uma centena de documentários de curta duração para emissoras de televisão do Brasil e da Europa, como Canal+ e France 24.

Desde 2006, Alê atua na área de videoarte e tecnologia da informação e, como consultor independente, trabalhou na adaptação de exibições do Museu Americano de História Natural (AMNH) e desenvolveu projetos audiovisuais para exposições apresentadas em formatos diversos, como Revolução Genômica, Einstein e Darwin.

No Estúdio Laborg desde 2010, trabalha na criação, no desenvolvimento e na pesquisa dos projetos realizados pelo estúdio. Como palestrante e orador, representa o Laborg em seminários e festivais, compartilhando sua experiência na concepção e execução de projetos audiovisuais.

Estúdio Laborg | Charles de Oliveira

Charles de Oliveira

Direção de Criação

Charles de Oliveira, a.k.a Charlie, formado em publicidade e propagando pela PUC-SP em 1998, inicia a carreira profissional como ilustrador do Telecurso 2000 (Rede Globo), programa de amplo alcance nacional, e diretor de arte da série Oficinas Culturais na TV, veiculado pela TV Cultura. Com o fim desses projetos, passa a circular por algumas produtoras de vídeo de São Paulo, trabalhando com pós-produção, até abrir o próprio home studio em 2002, prestando serviços como de design gráfico, motion design e videocenografia.

Charlie também expande suas pesquisas para performances audiovisuais e passa a criar projetos cenográficos, empregando seu perfil interdisciplinar às criações. Sua atuação começa em 2003, com a produção de videoinstalações e o desenvolvimento de apresentações de VJs em festivais, eventos e espetáculos.

Em 2008, torna-se produtor técnico audiovisual de projetos expositivos, atuando em diversas montagens no Brasil e exterior. Segue assim até 2010, quando o então Coletivo Laborg, de videoarte e live images, fundado por Charlie, transforma-se em Estúdio Laborg, empresa dedicada ao desenvolvimento de obras de artemídia. Hoje, Charlie dirige e coassina as criações e produções do Estúdio.

Estúdio Laborg | Leonardo Scopin

Léo Scopin

Produção

Léo Scopin é formado em Geografia pela Unicamp, pós graduado em Administração de empresas e MBA em Gestão de Projetos pela FGV. Tem suas primeiras experiências em produção cultural em 2008, quando integrou equipe de gestão do Centro Acadêmico de Ciências da Terra (Unicamp), organizando eventos e viagens do Instituto de Geociências.

Em 2011 ingressa na 3S Projetos como captador de recursos para projetos culturais realizados via leis de incentivo fiscal. Entre 2014 e 2015 trabalhou como produtor cultural no espaço Ateliê Aberto em Campinas, importante espaço de produção independente que atuou por mais de 17 anos na cena de Campinas e também captador/produtor executivo independente, realizando a produção executiva do projeto Yo Si Tu No, Um Elogio a Bobagem, contemplado pelo ProAC, do projeto “Para se ver no Outro” da Seis + 1 Cia de Dança, aprovado pelo FICC – Fundo de Investimentos Culturais de Campinas, também prestou serviços de produção para grupo LUME Teatro (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp).

Foi produtor cultural do Grupo Komedi, desenvolvendo projetos culturais e esportivos para leis de incentivo fiscal em âmbito federal e estadual, fazendo contato com os órgãos responsáveis pela avaliação e aprovação dos projetos. Em 2017 ingressa no Estúdio Laborg, onde atua como produtor cultural.

ATIVIDADES AUTORAIS

Com produção própria, regular e consistente, o Estúdio Laborg mantém o diálogo entre pesquisa e arte sempre aberto. Participa de festivais, mostras e exibições com projetos autorais e integra iniciativas colaborativas com outros artistas e grupos. Em ambos os casos, novas técnicas e conceitos são exercitados, garantindo que o estúdio permaneça em constante processo de pesquisa. 

Exposições

2018 – Exposição Rios Des.Cobertos – A cidade de Campinas e o rio Tietê – projeção mapeada interativa sobre maquete – Sesc Campinas.

2018 – Exposição Rios Des.Cobertos – A cidade de Jundiaí e o rio Tietê – projeção mapeada interativa sobre maquete – Sesc Jundiaí.

2018 – Exposição Rios Des.Cobertos – A cidade de Piracicaba e o rio Tietê – projeção mapeada interativa sobre maquete – Sesc Piracicaba.

2017 – Exposição Rios Des.Cobertos – O resgate das águas da cidade – projeção mapeada interativa sobre maquete – exposição itinerante – Sesc Pinheiros e Sesc Carmo – São Paulo.

2016 – Exposição Rios Des.Cobertos – O resgate das águas da cidade – projeção mapeada interativa sobre maquete – exposição itinerante – Sesc Vila Mariana – São Paulo.

2015 – Painel artemídia Transformações – técnica mista – exposição Transformações – Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

2014 – Mãos do Café – instalação de artemidia com projeção mapeada – Museu do Café – Santos.

2014 – Sala 05 – projeção mapeada sobre cenografia – Museu de Ciência e Tecnologia WEG – Jaraguá do Sul – Santa Catarina.

2012 – Janela para Istambul – instalação artemídia – projeção sobre vidro – festival Istambul Agora – Sesc Pompéia – São Paulo.

2011 – PreComp – projeção mapeada sobre maquete – Personagens e fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro – Quadrienal de Praga – República Checa.

2010 – KittyNet / Laborgoscópio – obra artemídia – projeção mapeada sobre maquete – exposição 50 Anos de Sanrio – small gift, big smile – galeria do Shopping Iguatemi – São Paulo.

2009 – Exposição da série Visual Drops – videoinstalação – 1 month/1 country Brasil – Galeria Santa Clara – Coimbra – Portugal.

2009 – Visual Drops – fotografia e vídeo – exposição de lançamento do DVD Visual Drops – Cartel 011 – São Paulo.

2008 – Exposição Laborg + Rafael Define – fotografia – Café Suplicy – São Paulo.

2007 – Exposição Reflexo – fotografia – 7º Festival Brasil Noar – galeria Miscelanea – Barcelona – Espanha.

 

Prêmios

2019 – Hackathona GeoSampa – Terceiro Lugar com  a Exposição Rios Des.Cobertos – O resgate das águas da cidade.

2016 – Prêmio Brasil Criativo – finalista na categoria Artes Digitais com a Exposição Rios Des.Cobertos – O resgate das águas da cidade.

2016 – Prêmio Select de Arte e Educação – Artista Pré-selecionado com a Exposição Rios Des.Cobertos – O resgate das águas da cidade.

2009 – Da Gota – curta experimental – contemplado com o prêmio de crítica e público, na categoria videoarte, no Festival Internacional de Curtas- metragens de São Paulo – Cinemateca.

2011 – Pre Comp – projeção mapeada sobre maquete – Triga de Ouro – Contemplado, com a representação brasileira, na Quadrienal de Praga.

 

Performances de artemídia

2018 – FractOhm Beats – Live A/V –SP na Rua – Palco Córtex, Vale do Anhangabaú – São Paulo.

2015 –Fract_Ohm – Live A/V – Festival Internacional de Televisão de São Paulo (Telas) – Oca do Ibirapuera – São Paulo.

2013 – Osmos – performance artemídia – Noitão Performático – Sesc – Araraquara.

2013 – Osmos – performance artemídia – exposição Instante – Sesc – Santo André.

2012 – Platyrama – Live A/V em fachada – QuintaLab – Sesc Ipiranga – São Paulo

2011 – Osmos – performance artemídia – exposição Instante – Sesc Campinas.

2011 – Osmos – Live A/V – Planetário do Ibirapuera – São Paulo.

2010 – Live Lab – live image – Zona Mundi – Circuito Eletrônico de Som e Imagem – MAM – Salvador.

2010 – Hermes – live emage – Jornada Brasileira de Cinema ao Vivo – Vila Das Artes – Fortaleza.

2010 – Hermes – live image – Depois das Fronteiras – CCBB – Brasília.

2010 – – VJ set projeção mapeada – Catedral da Sé – Virada Cultural – São Paulo.

2009 – Fachada Cultural – projeção em fachada – Festival Vira Cultural – Conjunto Nacional – São Paulo.

2009 – Umbra – live image – On/Off Live Images – Itaú Cultural – São Paulo.

2009 – Janelas – VJ set projeção mapeada – prédio da Prefeitura – Virada Cultural – São Paulo.

2008 – reFluxo – live image  – Multiplicidade – Oi Futuro – Rio de Janeiro.

2008 – reFluxo – live image – Mostra Nacional de Live Cinema – Caixa Cultural – Rio de Janeiro.

2008 – reFluxo – live image – Boom Festival – Idanha-a-Nova – Portugal.

2008 – reFluxo – live image – Arco’08 – Feria Internacional de Arte Contemporáneo – Madri – Espanha.

2007 – reFluxo – live image – Festival de Arte Digital – Funarte  – Belo Horizonte.

2007 – reFluxo – live image – Festival de Cine Corto Circuito – Barco Naumon (La Fura dels Baus) – Barcelona – Espanha.

2007 – reFluxo – live image – 7º Festival Brasil Noar – galeria Miscelanea – Barcelona – Espanha.

2007 – Fluxo – live image – 18º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo – Cinemateca Brasileira – São Paulo.

2007 – Ensaio Aberto – Labo-File – Sesi Vila Leopoldina – São Paulo.

2007 – Fluxo – live image – File Hypersônica – MAM – Rio de Janeiro.

2006 – Fluxo – live image – File – Teatro Fiesp – São Paulo.

2006 – Fluxo – live image – File – Centro Cultural Telemar  – Rio de Janeiro.

2005 – Fluxo – live image – File Hypersônica – Casa das Caldeiras – São Paulo.